Num evento cujo tema foi "criar agente já não é o desafio, o desafio é gerir centenas deles", falei de como foi começar o "Primeiro".
Ontem participei do painel "Estruturando IA na empresa", no HeadOffice Day. Nos corredores, as dores se repetiam: expansão, vendas, leads, atendimento. Todo mundo quer o agente rodando para ontem. Acredito que tem que querer mesmo! Quem espera o cenário perfeito para começar com IA vai assistir à concorrência aprender na frente.
Mas existe uma diferença entre começar rápido e começar no escuro. Testar, errar e ajustar é o jeito certo de evoluir. Só que, para ajustar, você precisa saber o que deu errado. Se ninguém definiu o que o agente deveria resolver e como medir isso, o ciclo vira tentativa e erro sem aprendizado. É como trocar o pneu do carro andando sem saber qual pneu furou.
No caso que levei - da ABF, o ponto de partida foi o cliente, por isso começamos pelo atendimento. E o primeiro ciclo não foi construir o agente. Foi olhar para os processos, de todas as áreas, e decidir quais indicadores importavam e quais respostas ele precisava saber dar.
Isso não levou meses de planejamento. Foi o primeiro sprint. Depois disso, o agente entrou já estruturado para ser ajustado com base no que os números vão mostrar, e não na impressão de quem está olhando para ele.
O atendimento 24/7 virá e será ótimo. Mas o que realmente muda é a capacidade de saber se estamos melhorando ou não numa velocidade surpreendente.
Concordo com o tema do evento: gerir centenas de agentes vai ser o grande desafio. E quem começa medindo desde o primeiro agente já chega muito mais preparado. Fica a pergunta: no seu último projeto com IA, você sabia dizer, desde o primeiro dia, se estava dado certo?
Obrigado à HeadOffice.ai e Marco Carvalho pelo convite e aos colegas de painel Aécio Ferreira Gomes e Italo Rogerio pela troca.
Texto de Alexandre Passarelli, originalmente publicado no LinkedIn em 02.10.2026. Publicação original ↗




